domingo, 11 de julho de 2010

A Criança e o Jogo/Brincadeira

Os jogos e as brincadeiras estão ligados ao homem desde o início da formação da sua cultura.
Na Antiguidade o homem já jogava e brincava, alguns registaram as suas brincadeiras em forma de desenho nas cavernas, daí em diante, o jogo acompanhou o homem na sua evolução histórica, estando presente em todas as civilizações.

Para Kishimoto (1993), os jogos e brincadeiras são aliados ao folclore da cultura de um povo em certo período histórico com características de anonimato por não se saber ao certo quem foram os seus criadores.

Os jogos contribuem significativamente para a educação das crianças pois, têm uma elevada função pedagógica. Estes desenvolvem uma dinâmica social no grupo, contribuem para o equilíbrio emocional, base indispensável a qualquer aprendizagem; fazem compreender princípios de cordialidade e respeito pelos outros e contribuem para a aprendizagem do respeito das regras do jogo desenvolvendo o gosto pelo conhecimento de uma forma lúdica.

Através do jogo a criança estimula as suas capacidades e o seu poder criativo indispensável ao desenvolvimento da personalidade. Além disso, o jogo pode resolver problemas, como por exemplo auxiliar a ultrapassar a inadequação social, desenvolvendo a cooperação, a sensibilidade, implicando confiança, promovendo a comunicação afectiva e a interdependência, ajudando a resolver hostilidades e barreiras. Para Chateu (1967), «Perguntar à criança por que joga, é perguntar por que é criança».
Os jogos e brincadeiras são excelentes oportunidades de mediação entre o prazer e o conhecimento historicamente constituído, já que o lúdico é eminentemente cultural. Por meio da ótica do psicólogo suíço Jean Piaget pode-se notar que a concepção dos jogos não é apenas uma forma de desafogo ou entretenimento para gastar energias das pessoas, mas sim meios que contribuem e enriquecem o desenvolvimento intelectual. (JUY, 2004).

Podemos assim concluir que não há jogo sem crianças, assim como não há crianças sem jogo.
Por Abcdesporto/C.Fernandes

sábado, 3 de julho de 2010

OTLs/Campos de Férias.

Considerando que são atribuições das Autarquias, Associações e ou Clubes "Dinamizar a integração social das crianças e jovens, apoiando a sua participação em actividades sociais culturais, educativas, artísticas, desportivas," e, "promover, criar, desenvolver actividades para estes escalões etários, designadamente nas áreas de ocupação de tempos livres/Campos de Férias, do voluntariado, da cooperação, da formação, da mobilidade e do intercâmbio",
Constando-se a necessidade de promover a ocupação dos tempos livres das crianças e jovens, durante o período de férias escolares nomeadamente “Ferias de Verão,

Considerando que muitas famílias têm dificuldades em assegurar o acompanhamento dos seus educandos nestes períodos, quer por motivos económicos quer mesmo profissionais;
Pensamos que há necessidade URGENTE em CRIAR um projecto de “TEMPOS LIVRES” que vise essencialmente:
1º Potenciar o desenvolvimento pleno das crianças e jovens ao nível cultural e desportivo,
2º Fomentar a cooperação, a entreajuda e o espírito de equipa, recorrendo ao sentido de justiça, reciprocidade e solidariedade, numa lógica humanista,
3º Estimular a autonomia, a iniciativa e a criatividade das crianças e jovens, apelando à participação activa nas diferentes actividades que lhes são propostas,
4º Proporcionar o desenvolvimento das competências pessoais e sociais dos participantes, promovendo o seu sentido crítico e de responsabilidade, no seio da sociedade,
5º Facultar momentos de lazer e divertimento para crianças e jovens e mesmo, porque não para os seus pais.
6º Desenvolver as relações humanas e de solidariedade entre os participantes;
7º Cativar e sensibilizar as crianças e jovens a participar activamente em acções de carácter desportivo, social e cultural.
8º Alargar as suas capacidades ao nível da expressão plástica, dramática e musical;
9º Sensibilizar as crianças e jovens para a salvaguarda do património histórico-cultural do nosso concelho.
Assim, o ALERTA foi lançado. Haja instituições com vontade, com genica para lançar e desenvolver este projecto. Os Jovens de hoje esperam por vós para que no futuro sejam eles a seguir o vosso exemplo.
Abcdesporto/C.Fernandes

terça-feira, 29 de junho de 2010

Conheça o Seu Coração

O coração tem 4 cavidades, duas aurículas na parte superior e dois ventrículos na inferior. 

Na parte superior da aurícula direita existem células marcapasso que recebem o impulso eléctrico (gerado por células específicas) e enviam pelo nódulo sino-auricular (SA), obrigando as duas aurículas a contraírem-se ao mesmo tempo, e desta forma passar o sangue das suas cavidades para os ventrículos.

Este impulso eléctrico é transmitido para o nódulo auriculoventricular (AV) aos ventrículos por fibras próprias, o feixe de His. O feixe de His divide-se nos ventrículos em dois, feixe de His direito e esquerdo. O impulso eléctrico percorre esta ramificação e as fibras de Purkinje (estão ligadas ao feixe) obrigando os ventrículos a se contrair bombeando o sangue para os pulmões (pequena circulação) ou para o resto do corpo (grande circulação). 

As células marcapasso estabelecem o ritmo do coração, mas existem nervos que podem alterar a frequência da transmissão do impulso eléctrico e a força de contracção do coração. São nervos do sistema nervoso autónomo, o nervo simpático e parassimpático.

Os do simpático aumentam a frequência da transmissão do impulso eléctrico e a força de contracção do coração, o parassimpático fazem o efeito contrário.

A actividade eléctrica do coração pode ser medida e visualizada em suporte de papel, através dos exames electrocardiograma (ECG) e ecocardiograma.

Por: abcdesporto/C.Fernandes

domingo, 27 de junho de 2010

A Bola Ambulante

Idade: A partir dos 7 anos,
Duração Aproximada: 5 minutos (dependendo da pontaria dos jogadores),
Jogadores: 2 ou mais,

Objetivo do Jogo: pontaria por pares ou por equipas, em que é necessário empurrar uma bola para dentro da zona do adversário.
Material necessário: Uma bola grande e pesada (bola medicinal), uma bola leve, (voleibol), por cada jogador, e um pau de giz.
Desenvolvimento: Marcam-se no chão, com o giz (para o caso de ser cimento), as duas linhas paralelas, que deverão ficar separadas por cerca de 10 metros. No meio faz-se um pequeno círculo onde se coloca uma bola grande e pesada.

Cada equipa ou jogador, para o caso de se jogar aos pares, coloca-se atrás de uma das linhas traçadas no chão. Antes de começar, cada jogador recebe uma bola.
Para iniciar o jogo, cada um chuta a sua bola contra a que está no centro do terreno de jogo. Todos tentam faze-la rodar até ao campo contrário, empurrando-a com os seus remates.
Os jogadores devem apanhar as bolas lançadas pela equipa contrária para continuar a chutar.

O primeiro que conseguir fazer passar a bola para o campo contrário será o vencedor.
Por: Abcdesporto/C. Fernandes

domingo, 20 de junho de 2010

O TESOURO. - Jogo de Força.

Descrição do Jogo:
O Tesouro é um jogo de Força física, em que uma corda limita os movimentos dos praticantes e os impede de chegar ao tesouro. O Objetivo do jogo é apanhar o mais rápido possível o seu tesouro evitando que os outros adversários o façam, puxando a corda.

Idade do Praticante: a partir dos 6 anos,
Duração aproximada: 5 Minutos,
Jogadores: 3 ou mais,
Material necessário: uma corda, um objeto pequeno por jogador (um a bola de ténis, uma pedra, etc.),
Grau de esforço: médio.
Explicação:
Unem-se os dois extremos da corda para formar uma circunferência. Os praticantes agarram-se à corda com uma mão, mantendo-se à mesma distância uns dos outros.
Diante de cada jogador coloca-se, a 1,50m de distância o objeto utilizado que lhe calhou e, que deverá apanhar.
A um sinal, do orientador/animador do jogo, cada jogador puxa a corda para conseguir ser o primeiro a apanhar o seu objeto sem se soltar da corda.
Quando um jogador conseguir apanhar o seu objeto deixa de puxar a corda.

O Jogo termina quando todos tiverem apanhado o seu objeto/tesouro.


(texto escrito com base no novo acordo ortografico)



Por: Abcdesporto/C.Fernandes

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Mais um Passeio Pedestre em Carrazeda de Ansiães.

Desta vez sobre a direcção do novo executivo da junta de freguesia de Carrazeda de Ansiães, que ao que parece é mesmo novo, no que diz respeito à preparação de eventos na ramo da actividade física.

O inicio do passeio estava agendado, segundo o cartaz, (que saiu no dia 8 de Maio, com a reunião de aprovação do evento realizada no dia 20 do mesmo mês. Dissonância total), para as 9.horas. Aqui a organização esteve bem.
No que diz respeito o número de participantes, também conseguiu reunir um grupo bem composto de pessoas, já habituadas a percorrer os caminhos ofuscantes da nossa terra.

Segundo a analise que fizemos durante e após o percurso, podemos dizer que a organização falhou no que conserve à forma como procedeu à marcação do respectivo itinerário. (Fitas pela direita, fitas pela esquerda, chegando-se mesmo a por em causa qual a direcção correcta). Já para não falar do percurso alternativo que não se encontrava definido correctamente, bem como travessias de curvas de via principal sem o devido policiamento, acrescendo ainda Betetistas pedalando no mesmo traçado.
Faltou ainda um controlo no inicio, (atribuição de um número a cada participante), bem como no final do percurso, (confirmação de chegada), isto para que a organização tivesse noção dos participantes que ainda estavam a caminho, tendo em conta a existência de dois itinerários.

O IMC (Índice de Massa Corporal) não foi realizado, nem muito menos uma pequena palestra chamando atenção para os benefícios destes passeios e os cuidados a ter durante a sua execução.

O senhor presidente da junta de freguesia preocupou-se muito em agradecer às instituições que apoiaram o evento, facto muito importante, que ao contrário do que apresentava o cartaz, foram muitas, descorando assim um pouco os objectivos pelos quais deveria ser realizado este Passeio Pedestre. Se é que os objectivos foram traçados e previamente definidos!

Esperemos que de futuro este evento venha a ter outro tipo de dinâmica organizativa, já que ficou “muito aquém” daquilo que alguns participantes tinham sido familiarizados.
Resumindo:

Pensamos, salvo melhor opinião, que este evento foi preparado um pouco sem consciência da forma como se deve organizar e gerir um evento desta natureza, já para não falar na falta dos objectivos específicos em que deveria assentar esta iniciativa.

Terminamos dizendo que "já valeu a pena pela simples realização".
Por: Abcdesporto/C.Fernandes