sábado, 22 de maio de 2010

COMO REDUZIR O RISCO DE ARTROSE NO JOELHO

A CORRECÇÃO DA DESIGUALDADE NO COMPRIMENTO DOS MEMBROS INFERIORES PODE REDUZIR O RISCO DE ARTROSE NO JOELHO.


“Os indivíduos que apresentam um encurtamento de um ou mais centímetros, num dos membros inferiores, encontram-se mais vulneráveis ao desenvolvimento de artrose sintomática ou artrose progressiva no joelho do membro mais curto.”

Esta é a conclusão de um estudo multicêntrico efectuado a nível internacional, levado a efeito em Iowa e Birmingham.

Na abordagem para este estudo, partiu-se do pressuposto já conhecido de que, “prevenindo as alterações induzidas nos joelhos pelas perturbações no alinhamento dos membros, há a possibilidade de suspender ou reduzir a evolução da artrose”, esclarece Derek Cooke, da Queen’s University em Toronto, um dos autores do estudo multicêntrico.

Pretendeu-se, assim, saber se a desigualdade no comprimento dos membros inferiores estaria associada com significado ao desenvolvimento de artrose nos joelhos.

Para o efeito foram prospectivamente avaliados 3.026 indivíduos, com idades entre os 50 e os 79 anos, que apresentavam já artrose nos joelhos ou que manifestavam sinais de risco para a doença.

As medições dos membros foram levadas a efeito em estudos radiográficos efectuados em películas extra-longas e repetidos após trinta meses.

Da avaliação global ficou comprovado que o risco de desenvolvimento de artrose nos indivíduos com encurtamento acima de 1 centímetro é bastante mais elevado do que em indivíduos que apresentem mínimas diferenças.

Conclusão: De acordo com os autores, qualquer diferença existente deve ser sempre corrigida, com o recurso a uma simples palmilha ou calcanheira a colocar no calçado.

Fonte: MediaHealth Portugal

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Informação do IDP


PASSEIO PEDESTRE - 2010


A Junta de Freguesia de Carrazeda de Ansiães, vai levar a efeito no próximo dia 5 de Junho um Passeio Pedestre com o seguinte programa:
8:30h- Concentração na Junta de Freguesia local,
9:00h- Inicio da caminhada,
12:00h- Almoço.
As inscrições podem ser efectuadas até ao próximo dia 2 Junho, nas Instalações da Junta de Freguesia Local, pelo telefone 278 617 356, ou ainda via e-mail para juntaf_carrazeda@sapo.pt
Venha "Caminhar, por um Coração Saudável!
A Organização conta com a sua participação.
Por: Abcdesporto/C.Fernandes

sábado, 8 de maio de 2010

Desporto com Politica ... Não!

Como pessoa conhecedora da realidade desportiva do nosso concelho, fiquei amargurado quando li comentários alusivos a um artigo, postado num blogue acreditado da nossa terra.
Chegou-se ao ponto de se misturar o DESPORTO com política, bem como de se arrojarem pedras uns aos outros, ou porque não tiveram sapiência astuta para solicitar os subsídios, ou simplesmente porque não tiveram em conta o diploma regulamentar (Decreto - Lei n.º 273/2009, de 1 de Outubro).
Deixemo-nos de politica barata! Vamos dar ao DESPORTO CONCELHIO o lugar que merece!
Vamos fazer com que juntos possamos desenvolver desportivamente a nossa terra!
Vamos apoiar o DESPORTO LOCAL no verdadeiro sentido da palavra, nem que para isso tenhamos de enterrar o "Machado da Guerra", bem como a cor politica da ocasião.

Carrazeda precisa de se mexer desportivamente, mas para isso é necessário que sentados à mesma mesa, mas não do café, sem cor partidária ou religiosa, sem ressentimentos, mas com um único propósito: Voltado para a ocupação salutar das nossas crianças e jovens, organizar e discutir um projecto credível e exequível que possamos pôr em prática, o quanto antes, na nossa terra.
O desporto deve antes de tudo reinventar e reinventar-se, a partir dos grandes princípios que lhe deram origem, tais como:

1º - A convivência e solidariedade entre os homens e os povos;
2º- A formação cívica ao longo da idade;
3º- O desenvolvimento das capacidades físicas e motoras de um corpo adaptável e crítico ao seu envolvimento social,
4º- Principalmente, a valorização das suas capacidades: Física e Cultural.

Já verificámos que o desporto tira os jovens das ruas, dos cafés e dá-lhes outro alento e forma diferente de afrontarem o futuro.

Posso indicar três grandes áreas em que podemos incluir o Desporto:
1º- O desporto como veículo da educação formal;
2º- O desporto como veículo da educação para a saúde e das competências para a vida;
3º- O desporto como um mecanismo de capacitação feminina e de abordagem de questões de desigualdade de género.

Temos de "Pensar e Ver o Desporto" essencialmente como um contributo sustentável e não como uma solução "per si".
Por: Abcdesporto/C.Fernandes

segunda-feira, 3 de maio de 2010

A Doença de Dupuytren

A mão do ser humano é considerada a sua maior conquista evolutiva. Esta traduz-se na oponência dos dedos, devido à presença do polegar, que levou a uma adaptação ao ambiente mais facilitada.
Assim, começou-se a construção e a utilização de instrumentos com os quais o ser humano se defende e modifica tudo o que o rodeia.
Tendo isto em linha de conta, não é difícil perceber que toda e qualquer patologia que afecte as mãos, dificulta a forma como se vive e como se convive.
De um modo geral, a também chamada Contractura de Dupuytren, caracteriza-se pela degeneração de fibras elásticas, espessamento e hialinização (endurecimento) do feixe de fibras de colagénio da fáscia palmar, com formação de nódulos e contracção da fáscia. Em alguns destes doentes podem ocorrer lesões semelhantes na fáscia plantar (pé) – Doença de Ledderhose – e em 5 a 10% na fáscia profunda do pénis (Doença de Peyronie).

A Doença de Dupuytren é uma patologia cuja evolução é lenta, de carácter benigno e de causa desconhecida. Incide mais frequentemente no sexo masculino e normalmente entre a 5ª e 7ª décadas de idade.
Há estudos que demonstram que a Contractura de Dupuytren está associada ao alcoolismo, diabetes de longa duração, toma continuada de anti-convulsivantes e uma história familiar positiva, sendo esta última a que confirma o cunho hereditário desta patologia.
Assim, 60 a 70% dos descendentes de doentes têm predisposição genérica a padecer da contractura. A herança é autossómica dominante e é comprovada pela elevada incidência na população que descende do Norte da Europa. Há autores que a reconhecem como a Doença dos Vikings.
Sinais da Doença:
O primeiro sinal da doença é o aparecimento de um nódulo na palma da mão, junto do 4º e 5º dedos. Este é indolor e muitas vezes confundido com um calo. Evolutivamente, podem apresentar-se novos nódulos, que formam um cordão que repuxa os tendões da fáscia, levando à flexão dos dedos.

Verdan, faz uma classificação da evolução desta doença em 4 graus: o primeiro grau é a presença do nódulo, fala do grau 1 da corda, avança para o grau 2 – quando não se pode estirar a mão, colocando-a recta sobre a mesa (Teste de Hueston) – e grau 3 quando o dedo já está totalmente dobrado.

Alguns doentes referem, associada à presença dos nódulos, sentir alguma dor, prurido (comichão) e sensação de queimadura. Deve ser examinada a mão afectada, procurando ainda outros aspectos importantes, como:
1. Nódulos firmes que podem ser sensíveis à palpação,
2. Cordões próximos aos nódulos, geralmente indolores,
3. Palidez á extensão activa dos dedos,
4. Sulcos na pele, evidenciando aderência à fáscia,
5. Bursite, tendinites ou tenossinovites.

Tratamento:
No que concerne ao tratamento, este pode ser de dois tipos – conservador ou cirúrgico –, sendo que o último costuma ser o mais utilizado.
O tratamento conservador é usado em casos mais leves e com o intuito de evitar contracturas articulares mais acentuadas.
Assim,
pode proceder-se a exercícios de extensão forçada e ao aumento da extensabilidade da fáscia palmar, através do uso de ultra-som ou outra modalidade de aplicação de calor profundo, que alivia a dor e diminui a retracção. Aplicar vitamina E sob a forma de creme e radioterapia associadas a um esquema medicamentoso com corticóides e imobilização da mão afectada, podem ser indicados na fase nodular da doença.
O tratamento cirúrgico costuma ser o mais escolhido, embora a sua indicação se baseie no grau de limitação de movimentos da articulação dos dedos (limitação na extensão), idade e compromisso do doente em realizar reabilitação, evitando a necessidade de nova cirurgia.
Assim,
de um modo geral, a cirurgia toma a nomenclatura de fasciectomia. No entanto, existem várias possibilidades para faciectomias:
1. Fasciectomia Percutânea – utilizada em casos graves para correcções progressivas em etapas;
2. Fasciectomia Limitada, Regional ou Parcial – mais utilizada e para correcção de situações de gravidade pequena a moderada;
3. Fasciectomia Extensa ou Total – raramente utilizada devido ao risco de complicações;
4. Dermofasciectomia – resseção da pele junta com a fáscia, utilizada em recidivas.

As complicações mais comuns são:

- Formação de hematoma e recorrência da lesão,
- Lesão do nervo digital;
- Necrose;
- Infecção.
Numa fase pós-operatória, há cuidados a ter com o penso, mantendo-o limpo e seco. O material de sutura (pontos) é removido após 12 dias e a mão operada deve ser mantida elevada.
Ao nível da recuperação, são realizados exercícios activos. Estes são iniciados, se possível, no primeiro dia de pós-cirurgia. O polegar, dedos e punho devem ser mobilizados regularmente, até que a amplitude articular seja retomada na sua totalidade. Há clínicos que aconselham o uso de talas para posicionamento de extensão dos dedos.

Recebido por e-mail de "Conhecer Saúde"

domingo, 2 de maio de 2010

O Síndrome do Túnel Cárpico

As mãos são usadas no nosso dia-a-dia como complemento à nossa comunicação e como instrumento de trabalho. Devem, por isso, ser alvo da nossa atenção, no sentido de se efectuar uma vigilância apertada a qualquer sinal ou sintoma de alteração.

O síndrome do túnel cárpico constitui uma das patologias mais comuns da mão. Trata-se de uma lesão no nervo mediano provocada por um processo de compressão que leva à diminuição relativa do calibre do túnel cárpico, com consequente atingimento do nervo supracitado.
O túnel cárpico é criado pela organização côncava dos ossos do carpo (dorso) e pelo ligamento transverso do carpo (zona ventral) e localiza-se no punho, do lado da palma da mão. Pelo seu interior, passa o nervo mediano que é responsável pela enervação dos músculos flectores do antebraço e da zona tenar (palma da mão).

Fisiopatologicamente, pode verificar-se que este estreitamento advém do engrossamento crónico das bainhas tendinosas. Assim, a compressão do nervo mediano, leva a um quadro sintomatológico muito específico:

- sensação de formigueiro na área de enervação do mediano (três primeiros dedos),
- dor tipo pontada,
- dificuldade na execução dos movimentos finos,
- nos casos mais evoluídos, há atrofia dos músculos (mão de macaco).

De notar que a sensação de formigueiro, bem como a dor, são predominantes durante a noite, chegando a causar um incómodo que impossibilita um sono reparador.
Este tipo de patologia surge, habitualmente, em indivíduos com trabalhos repetitivos (Ex: caixas de supermercado, escritores), sendo mais frequente no sexo feminino. A obesidade, gravidez, hipotiroidismo, artrite e diabetes, são factores que tornam o sujeito mais predisposto a esta problemática.
O diagnóstico é feito através da análise da sintomatologia descrita pelo doente, apoiado pela observação de sinais detectados no exame médico. Em último caso, o diagnóstico final é confirmado por testes de condução do nervo (electromiografia).

O tratamento é determinado em função do grau de severidade dos sintomas, bem como da causa que está na base desta problemática. Quando detectada precocemente, a modificação das actividades diárias associadas a um esquema terapêutico de medicamentos anti-inflamatórios, pode ter um efeito atenuante e até reversivo deste síndrome. No entanto, habitualmente, é escolhido um tratamento cirúrgico: neurólise do mediano. Esta cirurgia consiste na secção (corte) do ligamento anular do carpo, por incisão cutânea que segue a prega palmar (a meio do pulso e em posição perpendicular ao alinhamento dos dedos). O nervo mediano é, então, libertado em toda a sua extensão.

Em caso de intervenção cirúrgica, o período de internamento é curto e há uma série de cuidados que devem ser tomados, sendo que uns são no imediato e ou outros mais tardiamente.

Assim, no pós-operatório mais imediato:
- fazer movimentos com a mão e dedos, a fim de evitar o edema (inchaço), bem como a dor,
- o penso deve ser, sempre, mantido limpo e seco, uma vez que as compressas molhadas em contacto com a sutura (ferida cirúrgica) não favorecem a cicatrização da mesma,
- durante os primeiros dias, o uso de crioterapia (aplicação de gelo) pode ser benéfico para a redução da dor, do edema e evita o sangramento,
- usar a mão acima do nível do cotovelo, recorrendo a um lenço ou uma ligadura,
- retirar os pontos ao fim de 12 dias, embora o médico possa determinar um período de tempo diferente,
- enquanto não se proceder à remoção do material de sutura (pontos), devem evitar-se actividades forçadas com a mão operada.
O regresso à vida normal tem de ser progressivo e apenas após a retirada dos pontos. Tardiamente, pode e deve exercitar-se de forma suave o pulso intervencionado, contrariando desta forma uma possível recompressão do mediano.

Assim:
1. Flectir o cotovelo com a mão erguida,
2. Movimentar o pulso em círculos de forma suave,
3. Cerrar o punho e abrir suavemente a mão, afastando bem os dedos.

Esta sequência de movimentos deve ser repetida várias vezes ao dia.
Seja como for, a partir da data da cirurgia e quando já existe movimento pleno, deve evitar-se pegar nos objectos com a ponta dos dedos e ainda actividades repetitivas, pois o risco de recidiva desta problemática é uma realidade.

BIBLIOGRAFIA:
TATE, et al; “Anatomia e Fisiologia”, Lusodidacta, 1ª Edição, Lisboa, 1997
SERRA, Luís M. Alvim; “Critérios Fundamentais em Fracturas e Ortopedia”, LIDEL, 2ª Edição, Porto, 2001
Recebido por e-mail de “Conhecer Saúde”