sábado, 8 de maio de 2010

Desporto com Politica ... Não!

Como pessoa conhecedora da realidade desportiva do nosso concelho, fiquei amargurado quando li comentários alusivos a um artigo, postado num blogue acreditado da nossa terra.
Chegou-se ao ponto de se misturar o DESPORTO com política, bem como de se arrojarem pedras uns aos outros, ou porque não tiveram sapiência astuta para solicitar os subsídios, ou simplesmente porque não tiveram em conta o diploma regulamentar (Decreto - Lei n.º 273/2009, de 1 de Outubro).
Deixemo-nos de politica barata! Vamos dar ao DESPORTO CONCELHIO o lugar que merece!
Vamos fazer com que juntos possamos desenvolver desportivamente a nossa terra!
Vamos apoiar o DESPORTO LOCAL no verdadeiro sentido da palavra, nem que para isso tenhamos de enterrar o "Machado da Guerra", bem como a cor politica da ocasião.

Carrazeda precisa de se mexer desportivamente, mas para isso é necessário que sentados à mesma mesa, mas não do café, sem cor partidária ou religiosa, sem ressentimentos, mas com um único propósito: Voltado para a ocupação salutar das nossas crianças e jovens, organizar e discutir um projecto credível e exequível que possamos pôr em prática, o quanto antes, na nossa terra.
O desporto deve antes de tudo reinventar e reinventar-se, a partir dos grandes princípios que lhe deram origem, tais como:

1º - A convivência e solidariedade entre os homens e os povos;
2º- A formação cívica ao longo da idade;
3º- O desenvolvimento das capacidades físicas e motoras de um corpo adaptável e crítico ao seu envolvimento social,
4º- Principalmente, a valorização das suas capacidades: Física e Cultural.

Já verificámos que o desporto tira os jovens das ruas, dos cafés e dá-lhes outro alento e forma diferente de afrontarem o futuro.

Posso indicar três grandes áreas em que podemos incluir o Desporto:
1º- O desporto como veículo da educação formal;
2º- O desporto como veículo da educação para a saúde e das competências para a vida;
3º- O desporto como um mecanismo de capacitação feminina e de abordagem de questões de desigualdade de género.

Temos de "Pensar e Ver o Desporto" essencialmente como um contributo sustentável e não como uma solução "per si".
Por: Abcdesporto/C.Fernandes

segunda-feira, 3 de maio de 2010

A Doença de Dupuytren

A mão do ser humano é considerada a sua maior conquista evolutiva. Esta traduz-se na oponência dos dedos, devido à presença do polegar, que levou a uma adaptação ao ambiente mais facilitada.
Assim, começou-se a construção e a utilização de instrumentos com os quais o ser humano se defende e modifica tudo o que o rodeia.
Tendo isto em linha de conta, não é difícil perceber que toda e qualquer patologia que afecte as mãos, dificulta a forma como se vive e como se convive.
De um modo geral, a também chamada Contractura de Dupuytren, caracteriza-se pela degeneração de fibras elásticas, espessamento e hialinização (endurecimento) do feixe de fibras de colagénio da fáscia palmar, com formação de nódulos e contracção da fáscia. Em alguns destes doentes podem ocorrer lesões semelhantes na fáscia plantar (pé) – Doença de Ledderhose – e em 5 a 10% na fáscia profunda do pénis (Doença de Peyronie).

A Doença de Dupuytren é uma patologia cuja evolução é lenta, de carácter benigno e de causa desconhecida. Incide mais frequentemente no sexo masculino e normalmente entre a 5ª e 7ª décadas de idade.
Há estudos que demonstram que a Contractura de Dupuytren está associada ao alcoolismo, diabetes de longa duração, toma continuada de anti-convulsivantes e uma história familiar positiva, sendo esta última a que confirma o cunho hereditário desta patologia.
Assim, 60 a 70% dos descendentes de doentes têm predisposição genérica a padecer da contractura. A herança é autossómica dominante e é comprovada pela elevada incidência na população que descende do Norte da Europa. Há autores que a reconhecem como a Doença dos Vikings.
Sinais da Doença:
O primeiro sinal da doença é o aparecimento de um nódulo na palma da mão, junto do 4º e 5º dedos. Este é indolor e muitas vezes confundido com um calo. Evolutivamente, podem apresentar-se novos nódulos, que formam um cordão que repuxa os tendões da fáscia, levando à flexão dos dedos.

Verdan, faz uma classificação da evolução desta doença em 4 graus: o primeiro grau é a presença do nódulo, fala do grau 1 da corda, avança para o grau 2 – quando não se pode estirar a mão, colocando-a recta sobre a mesa (Teste de Hueston) – e grau 3 quando o dedo já está totalmente dobrado.

Alguns doentes referem, associada à presença dos nódulos, sentir alguma dor, prurido (comichão) e sensação de queimadura. Deve ser examinada a mão afectada, procurando ainda outros aspectos importantes, como:
1. Nódulos firmes que podem ser sensíveis à palpação,
2. Cordões próximos aos nódulos, geralmente indolores,
3. Palidez á extensão activa dos dedos,
4. Sulcos na pele, evidenciando aderência à fáscia,
5. Bursite, tendinites ou tenossinovites.

Tratamento:
No que concerne ao tratamento, este pode ser de dois tipos – conservador ou cirúrgico –, sendo que o último costuma ser o mais utilizado.
O tratamento conservador é usado em casos mais leves e com o intuito de evitar contracturas articulares mais acentuadas.
Assim,
pode proceder-se a exercícios de extensão forçada e ao aumento da extensabilidade da fáscia palmar, através do uso de ultra-som ou outra modalidade de aplicação de calor profundo, que alivia a dor e diminui a retracção. Aplicar vitamina E sob a forma de creme e radioterapia associadas a um esquema medicamentoso com corticóides e imobilização da mão afectada, podem ser indicados na fase nodular da doença.
O tratamento cirúrgico costuma ser o mais escolhido, embora a sua indicação se baseie no grau de limitação de movimentos da articulação dos dedos (limitação na extensão), idade e compromisso do doente em realizar reabilitação, evitando a necessidade de nova cirurgia.
Assim,
de um modo geral, a cirurgia toma a nomenclatura de fasciectomia. No entanto, existem várias possibilidades para faciectomias:
1. Fasciectomia Percutânea – utilizada em casos graves para correcções progressivas em etapas;
2. Fasciectomia Limitada, Regional ou Parcial – mais utilizada e para correcção de situações de gravidade pequena a moderada;
3. Fasciectomia Extensa ou Total – raramente utilizada devido ao risco de complicações;
4. Dermofasciectomia – resseção da pele junta com a fáscia, utilizada em recidivas.

As complicações mais comuns são:

- Formação de hematoma e recorrência da lesão,
- Lesão do nervo digital;
- Necrose;
- Infecção.
Numa fase pós-operatória, há cuidados a ter com o penso, mantendo-o limpo e seco. O material de sutura (pontos) é removido após 12 dias e a mão operada deve ser mantida elevada.
Ao nível da recuperação, são realizados exercícios activos. Estes são iniciados, se possível, no primeiro dia de pós-cirurgia. O polegar, dedos e punho devem ser mobilizados regularmente, até que a amplitude articular seja retomada na sua totalidade. Há clínicos que aconselham o uso de talas para posicionamento de extensão dos dedos.

Recebido por e-mail de "Conhecer Saúde"

domingo, 2 de maio de 2010

O Síndrome do Túnel Cárpico

As mãos são usadas no nosso dia-a-dia como complemento à nossa comunicação e como instrumento de trabalho. Devem, por isso, ser alvo da nossa atenção, no sentido de se efectuar uma vigilância apertada a qualquer sinal ou sintoma de alteração.

O síndrome do túnel cárpico constitui uma das patologias mais comuns da mão. Trata-se de uma lesão no nervo mediano provocada por um processo de compressão que leva à diminuição relativa do calibre do túnel cárpico, com consequente atingimento do nervo supracitado.
O túnel cárpico é criado pela organização côncava dos ossos do carpo (dorso) e pelo ligamento transverso do carpo (zona ventral) e localiza-se no punho, do lado da palma da mão. Pelo seu interior, passa o nervo mediano que é responsável pela enervação dos músculos flectores do antebraço e da zona tenar (palma da mão).

Fisiopatologicamente, pode verificar-se que este estreitamento advém do engrossamento crónico das bainhas tendinosas. Assim, a compressão do nervo mediano, leva a um quadro sintomatológico muito específico:

- sensação de formigueiro na área de enervação do mediano (três primeiros dedos),
- dor tipo pontada,
- dificuldade na execução dos movimentos finos,
- nos casos mais evoluídos, há atrofia dos músculos (mão de macaco).

De notar que a sensação de formigueiro, bem como a dor, são predominantes durante a noite, chegando a causar um incómodo que impossibilita um sono reparador.
Este tipo de patologia surge, habitualmente, em indivíduos com trabalhos repetitivos (Ex: caixas de supermercado, escritores), sendo mais frequente no sexo feminino. A obesidade, gravidez, hipotiroidismo, artrite e diabetes, são factores que tornam o sujeito mais predisposto a esta problemática.
O diagnóstico é feito através da análise da sintomatologia descrita pelo doente, apoiado pela observação de sinais detectados no exame médico. Em último caso, o diagnóstico final é confirmado por testes de condução do nervo (electromiografia).

O tratamento é determinado em função do grau de severidade dos sintomas, bem como da causa que está na base desta problemática. Quando detectada precocemente, a modificação das actividades diárias associadas a um esquema terapêutico de medicamentos anti-inflamatórios, pode ter um efeito atenuante e até reversivo deste síndrome. No entanto, habitualmente, é escolhido um tratamento cirúrgico: neurólise do mediano. Esta cirurgia consiste na secção (corte) do ligamento anular do carpo, por incisão cutânea que segue a prega palmar (a meio do pulso e em posição perpendicular ao alinhamento dos dedos). O nervo mediano é, então, libertado em toda a sua extensão.

Em caso de intervenção cirúrgica, o período de internamento é curto e há uma série de cuidados que devem ser tomados, sendo que uns são no imediato e ou outros mais tardiamente.

Assim, no pós-operatório mais imediato:
- fazer movimentos com a mão e dedos, a fim de evitar o edema (inchaço), bem como a dor,
- o penso deve ser, sempre, mantido limpo e seco, uma vez que as compressas molhadas em contacto com a sutura (ferida cirúrgica) não favorecem a cicatrização da mesma,
- durante os primeiros dias, o uso de crioterapia (aplicação de gelo) pode ser benéfico para a redução da dor, do edema e evita o sangramento,
- usar a mão acima do nível do cotovelo, recorrendo a um lenço ou uma ligadura,
- retirar os pontos ao fim de 12 dias, embora o médico possa determinar um período de tempo diferente,
- enquanto não se proceder à remoção do material de sutura (pontos), devem evitar-se actividades forçadas com a mão operada.
O regresso à vida normal tem de ser progressivo e apenas após a retirada dos pontos. Tardiamente, pode e deve exercitar-se de forma suave o pulso intervencionado, contrariando desta forma uma possível recompressão do mediano.

Assim:
1. Flectir o cotovelo com a mão erguida,
2. Movimentar o pulso em círculos de forma suave,
3. Cerrar o punho e abrir suavemente a mão, afastando bem os dedos.

Esta sequência de movimentos deve ser repetida várias vezes ao dia.
Seja como for, a partir da data da cirurgia e quando já existe movimento pleno, deve evitar-se pegar nos objectos com a ponta dos dedos e ainda actividades repetitivas, pois o risco de recidiva desta problemática é uma realidade.

BIBLIOGRAFIA:
TATE, et al; “Anatomia e Fisiologia”, Lusodidacta, 1ª Edição, Lisboa, 1997
SERRA, Luís M. Alvim; “Critérios Fundamentais em Fracturas e Ortopedia”, LIDEL, 2ª Edição, Porto, 2001
Recebido por e-mail de “Conhecer Saúde”

sábado, 24 de abril de 2010

De BTT ou Caminhando, Vamos "MEXER CARRAZEDA"!

No próximo dia 23 de Maio, Carrazeda de Ansiães vai ser palco do 1º Evento de Animação Turística para Participantes de BTT.
Um Percurso de dificuldade Física Média Baixa, dificuldade Técnica Média, com uma distância aproximadamente de 40Km, e com paisagens deslumbrantes.
O evento será de âmbito Regional e Nacional, uma vez que está a ser coordenado pela Associação de Municípios do Douro Superior, tendo sido adjudicado à empresa "Activansilanis."
No mesmo dia realizar-se-á também um Passeio Pedestre com o tema: "MEXER CARRAZEDA" cuja dificuldade de trajecto foi considerada de Grau Média.
O itinerário será apresentado aos participantes no dia do evento, trinta minutos antes do seu início.
De salientar que o percurso do BTT não será, como é óbvio, o mesmo da Passeio Pedestre.
Vamos "MEXE CARRAZEDA", Não fique parado!
De bicicleta ou a pé, no próximo dia 23 de Maio venha passear connosco.
Lembre-se que Maio é o mês do CORAÇÃO.
Contamos com a sua participação."
Por Abcdesporto/C.Fernandes

domingo, 18 de abril de 2010

Lesões Musculares – Cãibras e Estiramentos

Em seres humanos, é comum observarmos o espasmo muscular localizado. O mecanismo deste fenómeno não foi satisfatoriamente elucidado nem mesmo em animais experimentais, mas sabe-se que estímulos dolorosos vindos da medula espinhal (que controla as funções sensitiva e motora) podem causar espasmo reflexo de músculos localizados.
Sabe-se que as cãibras estão relacionadas com a diminuição do nível de alguns minerais no nosso orgnismo, tais como cálcio, potássio e magnésio. No entanto o seu mecanismo completo é desconhecido.

Estas ocorrem mais a noite e geralmente há histórias de grande actividade física naquele dia ou a presença de doenças crónicas que diminuem as nossas reservas de minerais no organismo.

Estas também Podem ocorrer durante a actividade física.

Sintoma:
É uma dor tipo aperto, de início súbito que ocorre geralmente na "coxa da perna", causando forte contracção da musculatura por alguns segundos ou minutos.

O que fazer?
Aquecer o local com compressas quentes ou massagem vigorosa.
Coma banana, raiz de nabo que são ricos em potássio.


ESTIRAMENTOS:

Ocorre quando há algum movimento brusco ou exagerado do músculo, levando ao estiramento muscular além da sua capacidade, causando o rompimento de algumas fibras musculares.
Podem aparecer hematomas sob a pele dependendo do grau de estiramento.

O que fazer?
Fazer compressas frias no local e procurar ajuda médico para analisar o grau da lesão.
Por Abcdesporto/ C.Fernandes

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Perda da consciência não resultante de traumatismos...

...É a diminuição da força muscular com perda de consciência repentina fazendo com que a vítima caia ao chão.
As causas de desmaios são inúmeras, tais como:
- Falta de alimentação (jejum),
- Psico-emocionais,
- Tumores cerebrais, entre outras.

Sintomas:
- Geralmente antes do desmaio a vítima queixa-se de fraqueza,
- Falta de ar e "escurecimento da visão".

O que fazer nestes casos?
- Coloque a vítima deitada e eleve as pernas em 30 cm,
- Tente acordá-la, chamando-a ou batendo palmas próximo ao seu rosto,
- Afrouxe roupas, gravatas, cintos, e outros.
- Verifique as vias aéreas, se estão obstruídas.
- Verifique os sinais vitais, (pulso, respiração, pupilas),
- aplique ressuscitação se necessário,
- Passe uma compressa fria pelo rosto e testa da vitima.
Quando a vitima acordar:
- Acalme-a, e encaminhe-a a um Pronto-socorro, Centro de Saúde, ou Hospital.

O que NÃO DEVE FAZER:
- Não dê de beber, ou de comer à vítima até que recupere TOTALMENTE a consciência. Caso contrário poderá asfixiar-se,
- Não coloque água no rosto da vítima,
- Não bata no rosto da vítima.
Tome nota destes procedimentos e divulgue-os! É Sempre bom saber mais alguma coisa?

Por Abcdesporto

terça-feira, 6 de abril de 2010

Desporto Paralímpico mais POBRE...

José Cavaleiro, secretário-geral do Comité Paralímpico Português (CPP), morreu hoje vítima de doença prolongada, informou o organismo.

Além de secretário-geral e membro fundador do CPP, José Cavaleiro foi ainda presidente da Assembleia-Geral da Associação de Desporto para Deficientes Motores (ANDDEMOT) e da Associação Portuguesa de Deficientes (APD), bem como vice-presidente da Federação Portuguesa de Desporto para Pessoas com Deficiência (FPDD).
"Foi uma grande perda para o Comité e para a sociedade portuguesa, que recorda com carinho o grande homem e amigo", lamentou Humberto Santos, presidente do CPP.
As Nossas Sentidas Condolências.

Recebido por E-mail.